24 de out. de 2010

"Desperto"


Ando tomando café por aí

Por ventura e sem caso

Para despertar quem sabe?

Para que eu desabe

De um sonho que virou de perto

Será este um sonho de esperto?

Ou um sonho de espeto ?

Não era desperto?


Léo Amorim

Ã?


Pontos luminosos brilham ali em cima

Logo aqui no morro da esquina

Espera dois ou três furtivos sons

Da poesia que não haverá fim

Escreverei até o enfim do infinito

Se é que é possível, até ficaria bonito

Não a razão muito menos sentido

No que vai sendo escrito

Mas tenho uma convicção

Que no final te fará pensar

Pois há algo de coerente

Basta olha da sua janela

E ter a mesma visão

Com chá de canela

Deitado no chão

Comendo pirão

Se vão

É sã

Ã?

"Ser Sozinho"




Ser sozinho é assim bom

Com Powell a dedilhar na vitrola

Pessoas rindo lá fora

Alegrias, epifanias, cacofonias

Não há com o que se desiludir

Mas um gole no vinho aqui no meu canto

Escrevo mais uma vez e vem

O que há Parati também

Além de inspiração, poder e sedução

Este quarto do pânico de arte

Refugio onde me deixo parte

Silencio de frade

Sou pura falsidade


Léo Amorim